Segurança da Informação
Pará amplia videomonitoramento inteligente com reconhecimento facial e leitura de placas
Governo do Pará investe em totens, câmeras com inteligência artificial e integração do CIOP da Segup com bases de foragidos, ampliando monitoramento em Belém e no interior.
O Governo do Pará intensifica o uso de videomonitoramento inteligente como ferramenta de segurança pública, combinando reconhecimento facial, leitura automática de placas veiculares e análise de imagens em tempo real. A estratégia se apoia nos pilares de integração, inteligência e investimentos adotados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e é coordenada pelo Centro Integrado de Operações (CIOP), em Belém.
Desde 2019, o Estado expandiu a rede de câmeras na capital e no interior. Atualmente, o Pará conta com mais de mil equipamentos em vias públicas, cem Postos Eletrônicos de Segurança Pública (totens) distribuídos em 26 municípios e integração, em 2026, do banco de foragidos da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) ao sistema de alertas do CIOP. Cada totem reúne câmeras com cobertura de 360 graus, zoom, botão de emergência e conexão direta com operadores que podem despachar viaturas.
Os resultados operacionais já aparecem em ocorrências registradas na Região Metropolitana de Belém e no interior. Em junho de 2026, câmeras do Ver-o-Peso identificaram um condenado por latrocínio foragido há quase seis anos; em Castanhal, um totem apontou mandado de prisão por homicídio em março. Entre 2021 e abril de 2026, o videomonitoramento na RMB registrou 984.938 ocorrências atendidas ou apoiadas pelo sistema, incluindo acidentes de trânsito, localização de veículos roubados e identificação de pessoas procuradas pela Justiça.
O Pará foi o sexto estado brasileiro a implantar totens de segurança voltados a urgência e emergência. Segundo a Segup, a tecnologia complementa o trabalho de Polícia Militar, Polícia Civil, Detran e demais órgãos, inclusive com apoio a extrações de imagens para investigações e integração ao Córtex, plataforma nacional do Ministério da Justiça. Para quem acompanha governo digital e inovação pública na Amazônia, o caso ilustra como infraestrutura de dados, sensores e centrais de comando ampliam a capacidade de resposta em território de dimensões continentais.
Fonte: Agência Pará